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Campo DCValorIdioma
dc.contributor.advisor1Oliveira, Gabriela Gonçalves de-
dc.creatorCavassin, Matheus Gonçalves-
dc.date2025-12-09-
dc.date.accessioned2026-06-15T18:58:27Z-
dc.date.available2027-
dc.date.available2026-06-15T18:58:27Z-
dc.date.issued2025-
dc.identifier.urihttps://rd.uffs.edu.br/handle/prefix/9357-
dc.description.abstractRecognized as major contributors to increased in-hospital mortality, cases of sepsis and septic shock remain a significant global public health concern. National and international data indicate high lethality rates among patients, particularly those with cancer. Intrinsic and multifactorial elements related to the pathophysiology of cancer and chemotherapy treatment promote the natural immunosuppression of these patients, thereby increasing the risk for developing infections. Epidemiological reports in Brazil point to a national sepsis mortality rate of approximately 55%, which underscores the severity of this issue. This study aimed to analyze cases of sepsis and septic shock among cancer patients admitted to the ICU, as well as to interpret the data and clinical manifestations presented by these patients. This was an observational, cross-sectional, quantitative, retrospective-prospective study, with data analysis extracted from the medical records of cancer patients admitted to an intensive care unit who developed sepsis or were hospitalized due to septicemia. Clinical variables were extracted using an instrument developed by the authors. A total of 1,619 medical records were evaluated from March 2020 to June 2025; 900 patients had a confirmed diagnosis of sepsis, and 276 of these were cancer patients. Clinical parameters established in the Sepsis-3 consensus were used, in addition to indicators proposed by the Surviving Sepsis Campaign. Of the total sample, most patients were male (59.4%), and the majority of the population with cancer, sepsis, and septic shock was concentrated in the 51 to 80 age group. Regarding race/ethnicity, the population was predominantly white (n=263). The most prevalent occupation was agriculture (n = 67; 24.3%). Regarding clinical findings, 875 episodes of organ dysfunction were documented in the patients. In the set of comorbidities evaluated, the most frequent were systemic arterial hypertension (n = 134; 19.9%) and diabetes mellitus (n = 59; 8.8%). In terms of the infectious focus, 355 episodes were identified, with the pulmonary focus being the most prevalent (n = 184; 51.8%). In the tracheal aspirate, the most frequent pathogens were Klebsiella pneumoniae (n = 40; 32.3%), Candida spp., and other fungi (n = 24; 19.4%). Most hospitalized patients were not classified for sepsis using any hospital protocol or other validated instrument recommended by guidelines (n = 264; 95.3%). Regarding prognosis, 134 patients with sepsis (13.47%) and 133 with septic shock (13.37%) progressed to death, while 38 patients with sepsis (0.8%) and 1 with septic shock (0.10%) were discharged from the hospital. Considering the total population of 995 patients (of whom 719 did not have sepsis or cancer), 499 (50.15%) died and 220 (22.11%) were discharged. Thus, the overall mortality of patients with cancer and sepsis/septic shock was 26.8%. In conclusion, sepsis and septic shock remain leading factors of mortality in the hospital setting. Actions by the nursing team, such as early identification, the use of established protocols, and the application of international guidelines, are essential for improving the patient's diagnosis. Such action assists in the management, treatment, and potential increase in the survival of these patients. Furthermore, fostering a culture of continuing education is critical to expand the knowledge of teams in life-threatening situations.pt_BR
dc.description.resumoCompreendidos como importantes fatores de aumento da mortalidade intra-hospitalar, os casos de sepse e choque séptico continuam sendo um dos principais problemas de saúde pública a nível mundial. Dados nacionais e internacionais apontam altos índices de letalidade entre os pacientes, em especial, os oncológicos. Fatores intrínsecos e multifatoriais relacionados à fisiopatologia do câncer e ao tratamento quimioterápico favorecem a imunossupressão natural destes pacientes, onde o cenário para o desenvolvimento de infecções se potencializa. Relatos epidemiológicos da sepse apontam um cenário nacional com mortalidade em torno de 55%, um retrato da gravidade envolvendo a temática. Objetivou-se analisar os casos de sepse e choque séptico entre pacientes oncológicos internados na unidade de terapia intensiva (UTI), além de interpretar dados e manifestações clínicas apresentadas por eles. Trata-se de um estudo observacional, transversal, quantitativo, retrospectivo-prospectivo, com análise de dados extraídos de prontuários de pacientes oncológicos internados em unidade de terapia intensiva com evolução clínica para sepse ou internação em detrimento de septicemia. As variáveis clínicas foram extraídas utilizando um instrumento elaborado pelos autores. Foram avaliados 1.619 prontuários, de março de 2020 a junho de 2025, com 900 pacientes com quadro de sepse confirmado, dos quais 276 eram oncológicos. Utilizaram-se parâmetros clínicos firmados no consenso do Sepsis-3, além de indicações propostas pelo Surviving Sepsis Campaign. Do total, a maioria dos pacientes era composta por homens (59,4%), e a maior parte da população com câncer, sepse e choque séptico concentrou-se na faixa etária entre 51 e 80 anos. Quanto à raça/cor, a população é majoritariamente branca (n=263). A profissão prevalente relaciona-se à agricultura (n = 67; 24,3%). Perante aos achados clínicos, foram encontradas 875 disfunções orgânicas nos pacientes. No conjunto das comorbidades avaliadas, as mais frequentes foram hipertensão arterial sistêmica (HAS) (n = 134; 19,9%) e diabetes mellitus (DM) (n = 59; 8,8%). Em relação ao foco infeccioso, identificaram-se 355 episódios, sendo o foco pulmonar o mais prevalente (n = 184; 51,8%). No aspirado traqueal, os patógenos mais frequentes foram Klebsiella pneumoniae (n = 40; 32,3%), Candida spp. e outros fungos (n = 24; 19,4%). A maioria dos pacientes internados não foi classificada quanto à sepse por meio de qualquer protocolo hospitalar ou outro instrumento validado e recomendado por guidelines (n = 264; 95,3%). Em relação ao prognóstico, 134 pacientes com sepse (13,47%) e 133 com choque séptico (13,37%) evoluíram a óbito, enquanto 38 pacientes com sepse (0,8%) e 1 com choque séptico (0,10%) receberam alta hospitalar. Considerando a população total de 995 pacientes, na qual 719 não cursaram com sepse ou câncer, 499 (50,15%) foram a óbito e 220 (22,11%) receberam alta. Dessa forma, a mortalidade global dos pacientes com câncer e sepse/choque séptico foi de 26,8%. Conclui-se que a sepse e o choque séptico ainda permanecem como fatores expoentes da mortalidade no âmbito hospitalar. Ações da equipe de enfermagem na identificação precoce, utilização de protocolos estabelecidos e uso de guidelines internacionais são essenciais para a complementação do diagnóstico do paciente. Tal ação auxilia no manejo, tratamento e possível aumento da sobrevida desses pacientes. Além disso, é essencial o fomento da cultura de educação continuada, a fim de ampliar os conhecimentos das equipes frente a situações que ameacem a vida.pt_BR
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dc.languageporpt_BR
dc.publisherUniversidade Federal da Fronteira Sulpt_BR
dc.publisher.countryBrasilpt_BR
dc.publisher.departmentCampus Chapecópt_BR
dc.publisher.initialsUFFSpt_BR
dc.rightsAcesso Embargadopt_BR
dc.subjectSepsept_BR
dc.subjectInfecção hospitalarpt_BR
dc.subjectCuidados críticospt_BR
dc.subjectCuidados de enfermagempt_BR
dc.titleCâncer e sepse: inter-relação, prognóstico e mortalidade na unidade de terapia intensivapt_BR
dc.typeMonografiapt_BR
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