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dc.contributor.advisor1Léo, Marcela Martins Furlan de-
dc.contributor.advisor-co1Oliveira, Diego Gabriel Santos de-
dc.creatorSilva, Roberta Sousa da-
dc.date2025-12-12-
dc.date.accessioned2026-06-15T20:11:37Z-
dc.date.available2026-
dc.date.available2026-06-15T20:11:37Z-
dc.date.issued2025-
dc.identifier.urihttps://rd.uffs.edu.br/handle/prefix/9361-
dc.description.abstractNon-suicidal self-injury (NSSI) in childhood and adolescence is a complex, multifactorial and growing phenomenon, which has been configured as an important public health issue. Marked by intense emotional suffering, NSSI is related to individual, family, social and cultural factors, constituting an expression of trajectories of vulnerability that often remain invisible. This study aimed to understand the daily life, mental health and quality of life of primary caregivers — in this case, exclusively mothers — of children and adolescents who repeatedly engage in NSSI, seeking to identify cultural, symbolic and emotional constructions that permeate their experiences and influence the management of self-injurious behavior. This is a qualitative, exploratory and descriptive study, conducted in Chapecó, Santa Catarina, Brazil, with five mothers of children and adolescents who present NSSI. Data were produced through semi-structured interviews, a field diary and a sociodemographic form. Analysis was carried out using Bardin’s Content Analysis. Three thematic categories emerged: (1) Body and family representations of self-injury; (2) Daily life, quality of life and mental health of mothers of children and adolescents who self-injure; and (3) family tensions and potentials. The results showed that NSSI is not configured as an individual event, but as a phenomenon deeply intertwined with family dynamics, gender inequalities and social determinants of health. The mothers reported life histories marked by trauma, violence, emotional overload and transgenerational experiences of suffering, including previous suicide attempts and self-injury. In many cases, the maternal body appears as a space of pain, subjective erasure and loss of identity, reflecting both past violence and the compulsory centrality of care. At the same time, the daughters’ self-injured bodies emerge as an expression of suffering and a call for help, often associated with bullying, aesthetic standards, anxiety, family conflicts and emotional legacies. The daily experiences described indicate exhausting routines, constant vigilance and a lack of time and conditions for self-care, leisure and rest. Maternal overload is intensified by unemployment, informal work, economic precariousness and insufficient family and institutional support. Weaknesses were observed in the articulation between the health, education and social assistance sectors, resulting in a fragmented network that scarcely responds to the complex demands of these families. Although there are maternal efforts at reorganization, protection and reinvention of care strategies, the support received is insufficient to meet the emotional needs of the family group. The study highlights that mothers simultaneously bear their own suffering and that of their daughters, with negative repercussions for their mental health and quality of life. The absence of fathers as participants reinforces a relevant cultural aspect: the naturalization of maternal responsibility for emotional care and the management of NSSI. Thus, the phenomenon emerges as a product of contexts marked by gender inequalities, social vulnerability and family historicity, underscoring the importance of interventions that include the family unit as a central focus. It is concluded that the promotion of mental health in children and adolescents who self-injure requires intersectoral, shared practices that are sensitive to the sociocultural contexts of families, encompassing both adolescents and their caregivers. The knowledge produced contributes to broadening the understanding of NSSI as a socially situated phenomenon and reinforces the urgency of integrated public policies that promote continuous support, strengthened bonds, qualified listening and backing for mothers, who are central figures in care and in the prevention of self-injury.pt_BR
dc.description.resumoA autolesão não suicida (ALNS) na infância e adolescência constitui um fenômeno complexo, multifatorial e crescente, que tem se configurado como um importante problema de saúde pública. Marcada por intenso sofrimento emocional, a ALNS relaciona-se a fatores individuais, familiares, sociais e culturais, constituindo expressão de trajetórias de vulnerabilidade que frequentemente permanecem invisibilizadas. Este estudo teve como objetivo compreender o cotidiano, a saúde mental e a qualidade de vida de cuidadores primários — neste caso, exclusivamente mães — de crianças e adolescentes que se autolesam repetidamente, buscando identificar construções culturais, simbólicas e emocionais que permeiam suas vivências e influenciam o manejo do comportamento autolesivo. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, exploratória e descritiva, realizada em Chapecó/SC, com cinco mães de crianças e adolescentes que apresentam ALNS. A produção de dados ocorreu por meio de entrevistas semiestruturadas, diário de campo e formulário sociodemográfico. A análise foi conduzida pela técnica de Análise de Conteúdo, proposta por Bardin. Três categorias temáticas emergiram: (1) Corpo e representações familiares sobre autolesão; (2) Cotidiano, qualidade de vida e saúde mental de mães de crianças e adolescentes que se autolesam; e (3) tensionamentos e potências familiares. Os resultados evidenciaram que a ALNS não se configura como evento individual, mas como fenômeno profundamente imbricado às dinâmicas familiares, às desigualdades de gênero e aos determinantes sociais de saúde. As mães relataram histórias de vida atravessadas por traumas, violências, sobrecarga emocional e experiências transgeracionais de sofrimento, incluindo tentativas de suicídio e autolesões anteriores. Em muitos casos, o corpo materno aparece como espaço de dor, apagamento subjetivo e perda de identidade, refletindo tanto violências passadas quanto a centralidade compulsória do cuidado. Ao mesmo tempo, o corpo auto lesado das filhas revela-se como expressão de sofrimento e pedido de ajuda, frequentemente associado a bullying, padrões estéticos, ansiedade, conflitos familiares e heranças emocionais. As vivências cotidianas descritas apontam para rotinas exaustivas, vigilância permanente e ausência de tempo e condições para autocuidado, lazer e descanso. A sobrecarga materna é intensificada pelo desemprego, vínculos informais de trabalho, precariedade econômica e insuficiência de apoios familiares e institucionais. Observou-se fragilidade na articulação entre os setores de saúde, educação e assistência social, resultando em uma rede fragmentada, que pouco acolhe as demandas complexas dessas famílias. Embora haja esforços maternos de reorganização, proteção e reinvenção de estratégias de cuidado, o suporte recebido é insuficiente para atender às necessidades emocionais do grupo familiar. O estudo destaca que as mães carregam, simultaneamente, o sofrimento próprio e o sofrimento de suas filhas, repercutindo negativamente em sua saúde mental e qualidade de vida. A ausência de pais como participantes da pesquisa reforça um dado cultural relevante: a naturalização da responsabilidade materna pelo cuidado emocional e pelo manejo da ALNS. Assim, o fenômeno emerge como produto de contextos marcados por desigualdades de gênero, vulnerabilidade social e historicidade familiar, evidenciando a importância de intervenções que incluam o núcleo familiar como foco central. Conclui-se que a promoção da saúde mental de crianças e adolescentes que se autolesam exige práticas intersetoriais, compartilhadas e sensíveis aos contextos socioculturais das famílias, contemplando tanto o adolescente quanto seus cuidadores. O conhecimento produzido contribui para ampliar a compreensão da ALNS como fenômeno socialmente situado e reforça a urgência de políticas públicas integradas que promovam acolhimento contínuo, fortalecimento de vínculos, escuta qualificada e apoio às mães, figuras centrais no cuidado e na prevenção da autolesão.pt_BR
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dc.languageporpt_BR
dc.publisherUniversidade Federal da Fronteira Sulpt_BR
dc.publisher.countryBrasilpt_BR
dc.publisher.departmentCampus Chapecópt_BR
dc.publisher.initialsUFFSpt_BR
dc.rightsAcesso Abertopt_BR
dc.subjectPolíticas públicaspt_BR
dc.subjectMaternidadept_BR
dc.subjectAutomutilaçãopt_BR
dc.subjectEnfermagem em saúde mentalpt_BR
dc.subjectTranstornos mentais diagnosticados na infânciapt_BR
dc.subjectMaternidadept_BR
dc.titleCotidiano, qualidade de vida e saúde mental de mães de crianças e adolescentes que se autolesampt_BR
dc.typeMonografiapt_BR
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