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https://rd.uffs.edu.br/handle/prefix/9149| Type: | Monografia |
| Title: | Prevalência de tuberculose no sistema prisional brasileiro |
| Author: | Teixeira, Nadine Da Cruz |
| First advisor: | Kunz, Regina Inês |
| metadata.dc.contributor.advisor-co1: | Rabello, Renata Dos Santos |
| metadata.dc.contributor.referee1: | Kunz, Regina Inês |
| metadata.dc.contributor.referee2: | Pulga, Vanderleia Laodete |
| metadata.dc.contributor.referee3: | Simon, Tiago |
| Resume: | A tuberculose (TB) permanece como um importante problema de saúde pública global, com impacto desproporcional em populações vulneráveis, especialmente em pessoas privadas de liberdade (PPL), cujas condições estruturais e sociais favorecem a disseminação da doença. Este estudo teve como objetivo estimar a prevalência da tuberculose na população privada de liberdade no Brasil entre 2019 e 2023 e descrever o perfil epidemiológico e clínico dos casos notificados. Trata-se de um estudo transversal, realizado a partir de dados secundários do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN), obtidos via Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS). Foram incluídos todos os casos de tuberculose em pessoas privadas de liberdade com idade igual ou superior a 20 anos no período de 2019 a 2023. A prevalência anual foi calculada com base na população prisional informada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), e as variáveis analisadas incluíram características sociodemográficas e clínicas. No período analisado, foram notificados 52.538 casos de tuberculose nessa população. A prevalência variou de 1.155 casos por 100 mil habitantes em 2021 a 1.632 casos por 100 mil em 2023, valores de 29 a 37 vezes superiores aos observados na população geral. Observou-se predomínio do sexo masculino (97,6%), da faixa etária de 20 a 39 anos (84,3%) e da raça/cor parda (60,0%). A maioria dos casos apresentava baixa escolaridade (69,9%) e 39,7% eram fumantes. Em relação às variáveis clínicas, 61,6% realizaram o Tratamento Diretamente Observado (TDO), 72,7% correspondiam a casos novos e 74,0% evoluíram para cura, embora 12,7% tenham abandonado o tratamento e 9,4% tenham sido transferidos. A coinfecção TB-HIV foi observada em 5,7% dos casos, e entre os testes de sensibilidade realizados 2,3% apresentaram alguma forma de resistência. Conclui-se que a tuberculose na população privada de liberdade apresenta prevalência significativamente superior à da população geral, refletindo vulnerabilidades sociais e estruturais persistentes. O perfil identificado reforça a necessidade de políticas públicas específicas voltadas à ampliação da testagem, fortalecimento do TDO, integração entre os programas de TB e HIV, melhoria das condições ambientais e garantia da continuidade do cuidado durante transferências e após o egresso prisional. |
| Abstract: | Tuberculosis (TB) remains a major global public health problem, disproportionately affecting vulnerable populations, especially individuals deprived of liberty, whose structural and social conditions favor disease transmission. This study aimed to estimate the prevalence of tuberculosis among the incarcerated population in Brazil between 2019 and 2023 and to describe the epidemiological and clinical profile of reported cases. This is a cross-sectional study based on secondary data from the Notifiable Diseases Information System (SINAN), obtained through the Department of Informatics of the Unified Health System (DATASUS). All TB cases among individuals aged 20 years or older deprived of liberty between 2019 and 2023 were included. Annual prevalence was calculated based on the prison population reported by the National Council of Justice (CNJ), and the analyzed variables included sociodemographic and clinical characteristics. During the study period, 52,538 TB cases were reported in this population. The prevalence ranged from 1,155 cases per 100,000 inhabitants in 2021 to 1,632 cases per 100,000 in 2023, representing values 29 to 37 times higher than those observed in the general population. Most cases occurred among males (97.6%), individuals aged 20–39 years (84.3%), and those of mixed race (60.0%). The majority had low educational attainment (69.9%) and 39.7% were smokers. Regarding clinical variables, 61.6% underwent Directly Observed Treatment (DOT), 72.7% were new cases, and 74.0% achieved cure, although 12.7% abandoned treatment and 9.4% were transferred. TB-HIV coinfection was observed in 5.7% of cases, and among the drug susceptibility tests performed, 2.3% showed some form of resistance. In conclusion, tuberculosis among the incarcerated population presents a prevalence significantly higher than that of the general population, reflecting persistent social and structural vulnerabilities. The identified profile reinforces the need for specific public health policies aimed at expanding testing, strengthening DOT, integrating TB and HIV programs, improving environmental conditions, and ensuring continuity of care during transfers and after release from prison. |
| Keywords: | Mycobacterium tuberculosis Preso Prisão Determinantes sociais da saúde Controle de doenças transmíssiveis |
| Language: | por |
| Country: | Brasil |
| Publisher: | Universidade Federal da Fronteira Sul |
| Acronym of the institution: | UFFS |
| College, Institute or Department: | Campus Passo Fundo |
| Type of Access: | Acesso Aberto |
| URI: | https://rd.uffs.edu.br/handle/prefix/9149 |
| Issue Date: | 2026 |
| Appears in Collections: | Medicina |
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