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https://rd.uffs.edu.br/handle/prefix/9375| Type: | Monografia |
| Título : | (In)visibilidade no cuidado às mulheres lésbicas no Sistema Único de Saúde (SUS): o olhar de estudantes universitárias |
| Author: | Santos, Beatriz Isabela Whately |
| First advisor: | Maestri, Eleine |
| metadata.dc.contributor.advisor-co1: | Silva Filho, Cláudio Claudino da |
| Resume: | Apesar do crescente reconhecimento da homossexualidade feminina, persistem significativas lacunas no atendimento à saúde de mulheres lésbicas no Sistema Único de Saúde, revelando fragilidades no acolhimento e na oferta de cuidado integral a essa população. Estudos indicam que essa invisibilidade decorre de despreparo institucional e profissional, culminando em atendimento deficiente, discriminação e negligência de necessidades específicas. O presente estudo objetivou analisar a vivência de mulheres lésbicas universitárias sobre como são cuidadas no Sistema Único de Saúde, buscando compreender as fragilidades e potencialidades do cuidado, propor recomendações para seu aprimoramento e construir estratégias de enfrentamento dos desafios. Trata-se de pesquisa descritiva, exploratória, de abordagem qualitativa, fundamentada na Teoria das Representações Sociais de Serge Moscovici. Participaram nove mulheres lésbicas cisgênero, com idade entre 21 e 34 anos, vinculadas a instituições de ensino superior públicas de Santa Catarina e usuárias do Sistema Único de Saúde. A coleta de dados ocorreu mediante entrevistas semiestruturadas, aplicação do Teste de Associação Livre de Palavras e questionário sociodemográfico. Os dados foram submetidos à Análise de Conteúdo de Bardin, modalidade Análise Categorial Temática. Os resultados evidenciaram a ambivalência entre gratidão pela existência do Sistema Único de Saúde e frustração pelas deficiências encontradas. No Teste de Associação Livre de Palavras, "preconceito" foi a palavra mais evocada, seguida de "acesso" e "despreparo", revelando que a invisibilidade é interpretada como consequência de atitudes discriminatórias estruturais. Emergiram quatro categorias temáticas: (1) Demandas das mulheres lésbicas no Sistema Único de Saúde, evidenciando presunção heteronormativa, discriminação interseccional e barreiras ao acesso; (2) Fragilidades no cuidado, destacando desinformação sobre práticas sexuais seguras, despreparo profissional, violência simbólica, curiosidade inadequada e ausência de diretrizes específicas; (3) Potencialidades, identificando renovação geracional dos profissionais e aumento da visibilidade acadêmica como sinais de transformação; (4) Construindo um Sistema Único de Saúde mais inclusivo, com sugestões das participantes incluindo formação profissional continuada, atendimento humanizado não presuntivo, criação de protocolos específicos, campanhas de sensibilização, atenção à saúde mental e inclusão de mulheres com diferentes performances de gênero. A análise interseccional revelou que mulheres lésbicas negras enfrentam barreiras adicionais pela sobreposição de racismo e LGBTfobia. Constatou-se que o afastamento dos serviços por medo de discriminação aumenta vulnerabilidades evitáveis. A pesquisa evidencia que as fragilidades identificadas não decorrem dos princípios constitucionais do Sistema Único de Saúde, mas de sua insuficiente efetivação. A construção de um Sistema Único de Saúde mais inclusivo para mulheres lésbicas constitui imperativo ético e político, essencial para a realização dos princípios da universalidade, integralidade, equidade e participação social que fundamentam o sistema público de saúde brasileiro. |
| Resumen : | Despite the growing recognition of female homosexuality, significant gaps persist in the healthcare provided to lesbian women within the Unified Health System in Brazil, revealing fragilities in the reception and provision of comprehensive care for this population. Studies indicate that this invisibility stems from institutional and professional unpreparedness, culminating in deficient care, discrimination, and neglect of specific needs. This study aimed to analyze the experiences of lesbian university women regarding their care within Brazil's Unified Health System, seeking to understand the fragilities and potentialities of this care, propose recommendations for its improvement, and construct strategies to address the challenges. This is a descriptive, exploratory study with a qualitative approach, grounded in Serge Moscovici's Social Representation Theory. Participants included nine cisgender lesbian women, aged between 21 and 34, affiliated with public higher education institutions in Santa Catarina and users of Brazil's Unified Health System. Data collection occurred through semi-structured interviews, application of the Free Word Association Test, and a sociodemographic questionnaire. The data was subjected to Bardin's Content Analysis, specifically Thematic Categorical Analysis. The results revealed an ambivalence between gratitude for the existence of Brazil's Unified Health System and frustration with the deficiencies encountered. In the Free Word Association Test, "prejudice" was the most evoked word, followed by "access" and "unpreparedness," indicating that invisibility is interpreted as a consequence of structural discriminatory attitudes. Four thematic categories emerged: (1) Demands of lesbian women in Brazil's Unified Health System, highlighting heteronormative presumption, intersectional discrimination, and barriers to access; (2) Fragilities in care, emphasizing misinformation about safe sexual practices, professional unpreparedness, symbolic violence, inappropriate curiosity, and the absence of specific guidelines; (3) Potentialities, identifying generational renewal of professionals and increased academic visibility as signs of transformation; (4) Building a more inclusive Brazil's Unified Health System, with participant suggestions including continuous professional training, non-presumptive humanized care, creation of specific protocols, awareness campaigns, mental health attention, and inclusion of women with diverse gender expressions. Intersectional analysis revealed that Black lesbian women face additional barriers due to the overlay of racism and LGBTphobia. It was found that withdrawal from services due to fear of discrimination increases avoidable vulnerabilities. The research shows that the identified fragilities do not stem from the constitutional principles of Brazil's Unified Health System, but from their insufficient implementation. The construction of a more inclusive Brazil's Unified Health System for lesbian women constitutes an ethical and political imperative, essential for realizing the principles of universality, integrality, equity, and social participation that underpin the Brazilian public health system. |
| Palabras clave : | Enfermagem Grupos minoritários Saúde da mulher Sistema Único de Saúde Serviços de saúde para estudantes Homossexualidade |
| Language: | por |
| Country: | Brasil |
| Editorial : | Universidade Federal da Fronteira Sul |
| Acronym of the institution: | UFFS |
| College, Institute or Department: | Campus Chapecó |
| Type of Access: | Acesso Embargado |
| URI : | https://rd.uffs.edu.br/handle/prefix/9375 |
| Fecha de publicación : | 2025 |
| Aparece en las colecciones: | Enfermagem |
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