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https://rd.uffs.edu.br/handle/prefix/9379| Tipo: | Dissertação |
| Título: | Entre subalternidade e epistemologia: a emergência de um feminismo decolonial brasileiro |
| Autor(es): | Bittencourt, Glaucia da Silva |
| Primeiro Orientador: | Costa, Joice Beatriz da |
| Resumo: | Este estudo propõe uma reflexão sobre os mecanismos de poder que moldam a epistemologia feminista e investiga caminhos para uma teoria decolonial que não apenas reconheça, mas amplifique as vozes das mulheres subalternizadas e colonizadas. Ao mergulhar nas correntes feministas contra-hegemônicas latino-americanas, delineamos um trajeto que desestabiliza paradigmas ocidentais impostos e reivindica saberes situados. Ao adentrarmos as teorias feministas brasileiras, encontramos no conceito de amefricanidade de Lélia Gonzalez uma perspectiva fecunda para compreender as raízes e encruzilhadas de identidades que emergem da diáspora, do apagamento e da resistência. Nosso referencial teórico foi construído a partir de um amplo levantamento de informações, conceitos e perspectivas críticas oriundas do Sul Global. A metodologia adotada consistiu na organização da dissertação em capítulos e subtítulos, o que possibilitou uma exposição sistemática e detalhada do tema em análise. No primeiro capítulo desenvolvemos uma análise crítica das relações entre colonialismo, gênero e produção do conhecimento. No segundo capítulo analisamos criticamente a constituição do pensamento moderno e seus desdobramentos epistemológicos, políticos e sociais, com especial atenção às contribuições de perspectivas decoloniais e feministas no Sul Global. Por fim, no terceiro e último capítulo aprofundamos a análise do pensamento de Lélia Gonzalez, consolidando-o como eixo teórico central para a construção de uma epistemologia feminista decolonial situada no contexto brasileiro e latino-americano. Embora o debate escolhido já se encontre consolidado nos meios acadêmicos, buscamos avançar para além das formulações tradicionais, adentrando de maneira mais incisiva nas epistemologias dos sujeitos subalternizados, em especial das mulheres brasileiras. Os resultados obtidos revelaram-se de grande relevância para compreender a conjuntura atual da filosofia feminista brasileira, a qual vem sendo continuamente aprofundada pela intelectualidade nacional e difundida em múltiplos espaços de mobilização política e cultural, sobretudo entre mulheres negras, periféricas, quilombolas e indígenas. Concluímos que a luta por direitos e emancipação não pode ser concebida de forma individualizada e fragmentada, mas deve se realizar por meio de práticas coletivas de resistência, nas quais as próprias mulheres se afirmam como protagonistas de sua história e de sua produção de saberes. |
| Abstract/Resumen: | This study proposes a reflection on the mechanisms of power that shape feminist epistemology and investigates paths toward a decolonial theory that not only recognizes but amplifies the voices of subalternized and colonized women. By delving into Latin American counter-hegemonic feminist currents, we outline a trajectory that destabilizes imposed Western paradigms and claims situated knowledges. As we venture into Brazilian feminist theories, we find in Lélia Gonzalez's concept of 'amefricanidade' a fertile perspective for understanding the roots and crossroads of identities that emerge from diaspora, erasure, and resistance. Our theoretical framework was constructed from a broad survey of information, concepts, and critical perspectives originating from the Global South. The methodology adopted consisted of organizing the dissertation into chapters and subheadings, which allowed for a systematic and detailed presentation of the subject under analysis. In the first chapter, we developed a critical analysis of the relationships between colonialism, gender, and knowledge production. In the second chapter, we critically analyzed the constitution of modern thought and its epistemological, political, and social unfoldings, with special attention to the contributions of decolonial and feminist perspectives in the Global South. Finally, in the third and last chapter, we deepened the analysis of Lélia Gonzalez's thought, consolidating it as a central theoretical axis for the construction of a decolonial feminist epistemology situated in the Brazilian and Latin American context. Although the chosen debate is already well established in academic circles, we seek to go beyond traditional formulations, entering more incisively into the epistemologies of subalternized subjects, especially Brazilian women.The results obtained proved to be of great relevance for understanding the current situation of Brazilian feminist philosophy, which has been continuously deepened by the national intellectual community and disseminated in multiple spaces of political and cultural mobilization, especially among Black, peripheral, quilombola, and Indigenous women. We conclude that the struggle for rights and emancipation cannot be conceived in an individualized and fragmented manner, but must be carried out through collective practices of resistance, in which women themselves assert themselves as protagonists of their history and of their knowledge production. |
| Palavras-chave: | Feminismo Epistemologia Colonialismo Grupos minoritários Relações de gênero Decolonialidade |
| Idioma: | por |
| País: | Brasil |
| Instituição: | Universidade Federal da Fronteira Sul |
| Sigla da Instituição: | UFFS |
| Faculdade, Instituto ou Departamento: | Campus Chapecó |
| Nome do Programa de Pós Graduação : | Programa de Pós-Graduação em Filosofia |
| Tipo de Acesso: | Acesso Aberto |
| URI: | https://rd.uffs.edu.br/handle/prefix/9379 |
| Data do documento: | 2026 |
| Nível: | Mestrado |
| Aparece nas coleções: | Programa de Pós-Graduação em Filosofia |
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