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https://rd.uffs.edu.br/handle/prefix/9445| Tipo: | Monografia |
| Título: | A memória do trauma, a partir do testemunho no livro “A guerra não tem rosto de mulher” |
| Autor(es): | Reis, Vitória Costa dos |
| Primeiro Orientador: | Pereira, Allan Kardec da Silva |
| Primeiro membro da banca: | Fraga, Gerson Wasen |
| Segundo membro da banca: | Paludo, Larissa Júlia |
| Resumo: | Este trabalho de conclusão de curso tem por objetivo analisar a relação entre memória, trauma e gênero na obra A Guerra Não Tem Rosto de Mulher, da escritora bielorrussa Svetlana Aleksiévitch. A pesquisa parte da constatação de que a historiografia tradicional da Segunda Guerra Mundial, focada em estratégias militares e no heroísmo, construiu uma narrativa predominantemente masculina que silenciou a experiência das mulheres combatentes soviéticas. Utilizando como aporte teórico a psicanálise freudiana sobre o trauma, bem como os estudos de gênero e memória de autores como Johnny Roberto Rosa, Linda Nicholson e A. M. Steinbach, o estudo investiga como o trauma se inscreve no testemunho feminino. A análise demonstra que a “guerra feminina”, conforme registrada por Aleksiévitch através da História Oral, difere radicalmente da narrativa oficial, sendo marcada por uma “história dos sentimentos” e pelo registro sensorial da dor. Discute-se o processo de silenciamento social imposto às veteranas no pós-guerra, a desfeminização traumática dos corpos no front e a dificuldade psíquica de narrar o horror. Conclui-se que a obra de Aleksiévitch atua como um espaço de perlaboração do trauma, permitindo que memórias recalcadas e estigmatizadas sejam transformadas em testemunho histórico, rompendo com décadas de esquecimento e revelando a face humana e dolorosa do conflito. |
| Abstract/Resumen: | This undergraduate thesis aims to analyze the relationship between memory, trauma, and gender in the book War Does Not Have a Woman's Face, by Belarusian writer Svetlana Alexievich. The research starts from the realization that the traditional historiography of World War II, focused on military strategies and heroism, constructed a predominantly male narrative that silenced the experience of Soviet female combatants. Using Freudian psychoanalysis on trauma as a theoretical framework, as well as gender and memory studies by authors such as Johnny Roberto Rosa, Linda Nicholson, and A. M. Steinbach, the study investigates how trauma is inscribed in female testimony. The analysis demonstrates that the “female war”, as recorded by Alexievich through Oral History, differs radically from the official narrative, being marked by a “history of feelings” and the sensory record of pain. It discusses the process of social silencing imposed on veterans in the post-war period, the traumatic defeminization of bodies at the front, and the psychic difficulty of narrating horror. It is concluded that Alexievich's work acts as a space for working through trauma, allowing repressed and stigmatized memories to be transformed into historical testimony, breaking with decades of oblivion and revealing the human and painful face of the conflict. |
| Palavras-chave: | Gênero. Memória. Segunda Guerra Mundial. Svetlana Aleksiévitch. Trauma. |
| Idioma: | por |
| País: | Brasil |
| Instituição: | Universidade Federal da Fronteira Sul |
| Sigla da Instituição: | UFFS |
| Faculdade, Instituto ou Departamento: | Campus Erechim |
| Tipo de Acesso: | Acesso Aberto |
| URI: | https://rd.uffs.edu.br/handle/prefix/9445 |
| Data do documento: | Jul-2026 |
| Aparece nas coleções: | História |
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