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Type: Monografia
Title: Fatores de risco para acidente vascular cerebral em indígenas atendidos em ambulatório de especialidades
Author: Capelli, Matheus Salles
First advisor: Acrani, Gustavo Olszanski
metadata.dc.contributor.advisor-co1: Lindemann, Ivana Loraine
metadata.dc.contributor.advisor-co2: Borges, Daniela Teixeira
metadata.dc.contributor.referee1: Acrani, Gustavo Olszanski
metadata.dc.contributor.referee2: Stobbe, Júlio César
metadata.dc.contributor.referee3: Annes, Rafael D´Agostini
Resume: Resumo: Introdução: O acidente vascular cerebral (AVC) constitui importante causa de morbimortalidade e está relacionado à presença de fatores de risco clínicos, comportamentais e sociais. Entre populações indígenas, mudanças nos modos de vida e desigualdades no acesso aos serviços de saúde podem influenciar a exposição ao risco cardiovascular, tornando necessária a produção de evidências específicas sobre essa população. Objetivo: Estimar a prevalência dos fatores de risco para AVC em indígenas atendidos em ambulatório de especialidades. Metodologia: Estudo transversal desenvolvido com indígenas atendidos em ambulatório de especialidades no município de passo Fundo, RS, entre abril e julho de 2025, de ambos os sexos, maiores de 18 anos, em que foram avaliadas variáveis sociodemográficas, comportamentais e clínicas, além da classificação de risco para AVC. Foram considerados com risco elevado para AVC aqueles que apresentaram dois dos fatores de risco maiores (história familiar da doença, diagnóstico médico prévio de hipertensão, diabetes, hipercolesterolemia e hipertrigliceridemia, idade >45 anos e tabagismo), em conjunto com pelo menos um dos fatores menores (sexo masculino, etilismo e inatividade física). A análise incluiu estatística descritiva e teste de qui-quadrado de Pearson, considerando nível de significância de 95%. Resultados: Na amostra de 101 indígenas, predominou indivíduos com cônjuge (69,3%) e da etnia Kaingang (92%). Além disso, 70,3% possuíam escolaridade igual ou inferior ao ensino fundamental, enquanto 43,6% exerciam trabalho remunerado. Observou-se ainda renda familiar entre dois e três salários mínimos em 60,2% dos participantes, recebimento de benefício social em 56,6% e residência em área rural em 88,9%. Quanto às condições de saúde, 47,5% referiram prática de automedicação, 26% obesidade, 6,1% infarto agudo do miocárdio, 14,3% depressão e 38% ansiedade. Ademais, 26,6% relataram histórico familiar de infarto agudo do miocárdio. A prevalência de alto risco para AVC foi de 40,6%, sendo mais frequente em usuários de medicamentos contínuos (56,9%, p=0,001), bem como com em indivíduos obesos (65,4% p=0,003). Conclusão: A população indígena estudada apresentou elevada prevalência de fatores de risco para AVC e proporção expressiva de indivíduos classificados com alto risco para o agravo. Os resultados reforçam a necessidade de estratégias preventivas precoces, orientadas pelo fortalecimento da atenção primária e por abordagens culturalmente sensíveis no contexto da saúde indígena.
Abstract: Introduction: Stroke is an important cause of morbidity and mortality and is associated with clinical, behavioral, and social risk factors. Among Indigenous populations, changes in lifestyle and inequalities in access to healthcare services may influence exposure to cardiovascular risk, highlighting the need for evidence specifically focused on this population. Objective: To estimate the prevalence of stroke risk factors among Indigenous individuals treated at a specialty outpatient clinic. Methodology: This was a cross-sectional study conducted with a sample of 101 Indigenous adults of both sexes, aged 18 years or older. Sociodemographic, behavioral, and clinical variables, as well as stroke risk classification, were evaluated. Individuals were considered at high risk for stroke when presenting two major risk factors (family history of the disease, previous medical diagnosis of hypertension, diabetes, hypercholesterolemia, hypertriglyceridemia, age >45 years, and smoking), together with at least one minor factor (male sex, alcohol consumption, and physical inactivity). Data analysis included descriptive statistics and Pearson’s chi-square test, considering a 95% significance level. Results: Among the 101 Indigenous participants, most had a spouse/partner (69.3%) and belonged to the Kaingang ethnic group (92%). In addition, 70.3% had educational attainment equal to or lower than elementary school, while 43.6% had paid employment. Family income between two and three minimum wages was observed in 60.2% of participants, 56.6% received social benefits, and 88.9% lived in rural areas. Regarding health conditions, 47.5% reported self-medication practices, 26% obesity, 6.1% acute myocardial infarction, 14.3% depression, and 38% anxiety. Furthermore, 26.6% reported a family history of acute myocardial infarction. The prevalence of high stroke risk was 40.6%, being more frequent among continuous medication users (56.9%, p=0.001) and obese individuals (65.4%, p=0.003). Conclusion: The studied Indigenous population presented a high prevalence of stroke risk factors and a considerable proportion of individuals classified as high risk for the condition. These findings reinforce the need for early preventive strategies guided by the strengthening of primary healthcare and culturally sensitive approaches within Indigenous health contexts.
Keywords: Acidente vascular cerebral
Saúde indígena
Fatores de risco
Epidemiologia
Prevenção primária
Language: por
Country: Brasil
Publisher: Universidade Federal da Fronteira Sul
Acronym of the institution: UFFS
College, Institute or Department: Campus Passo Fundo
Type of Access: Acesso Aberto
URI: https://rd.uffs.edu.br/handle/prefix/9482
Issue Date: 2026
Appears in Collections:Medicina

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