Please use this identifier to cite or link to this item:
https://rd.uffs.edu.br/handle/prefix/9485| Type: | Monografia |
| Title: | Estudo da adesão à vacinação contra influenza entre indígenas atendidos em ambulatório especializado de saúde |
| Author: | Marchetto, Yasmin Maytê Satonino |
| First advisor: | Lindemann, Ivana Loraine |
| metadata.dc.contributor.advisor-co1: | Stobbe, Júlio César |
| metadata.dc.contributor.advisor-co2: | Simonetti, Amauri Braga |
| metadata.dc.contributor.referee1: | Lindemann, Ivana Loraine |
| metadata.dc.contributor.referee2: | Borges, Daniela Teixeira |
| metadata.dc.contributor.referee3: | Tuzzin, Leandro |
| Resume: | Objetivo: Estimar a prevalência de adesão à vacinação contra influenza em indígenas atendidos em um ambulatório especializado no Sul do Brasil e verificar fatores relacionados. Métodos: Estudo transversal realizado com amostra de indígenas, de ambos os sexos e com 18 anos ou mais, cujos dados foram coletados através de questionário aplicado no Ambulatório Indígena Pe. Elli Benincá, em Passo Fundo (RS), entre abril e julho de 2025. A amostra foi descrita quanto a características sociodemográficas, clínicas e comportamentais. Foi estimada a prevalência de adesão à vacinação contra influenza considerando a campanha do ano vigente (desfecho), com intervalo de confiança de 95% (IC95), e verificada sua distribuição conforme as variáveis de exposição utilizando o teste do qui-quadrado de Person ou exato de Fisher com nível de significância de 5%. Resultados: A amostra foi composta de 101 indígenas, com predomínio de adultos (89,1) do sexo feminino (73,3%), pertencentes à etnia Kaingang (92%), com cônjuge (69,3%) e escolaridade ≤ ensino fundamental (70,3%). A maioria não exerce atividade remunerada (56,4%), possui renda familiar mensal entre dois e três salários mínimos (60,2%) e reside em zona rural (88,9%). Quanto à autopercepção de saúde, predominaram os satisfeitos (89,1%) e em relação às características clínicas, os participantes referiram diagnóstico médico de doenças crônicas como obesidade (26%) hipertensão arterial sistêmica (41%), diabetes mellitus (17%), hipercolesterolemia (15,3%), hipertrigliceridemia (6,9%), doenças osteomusculares (19,4%) e depressão (14,3%). Sobre os aspectos comportamentais, observaram-se tabagistas (22,8%) e indivíduos que fazem uso de bebidas alcoólicas (29,7%). A maioria relatou não praticar atividade física (56,4%), efetuar o uso de medicação contínua (50,5%) e realizar automedicação (47,5%), sendo frequente o uso de chás e plantas medicinais (62,4%). No que diz respeito à confiança nas vacinas, a maioria referiu alta confiança (78,3%). A prevalência do desfecho foi de 97% (IC95 92-100), significativamente mais alta entre idosos (68,3%; p=0,032). Conclusão: A prevalência de adesão à vacinação contra influenza foi elevada, evidenciando ampla cobertura nessa população, com maior adesão entre idosos. A ausência de associação com as demais variáveis sugere que fatores estruturais e organizacionais, especialmente relacionados ao acesso e à oferta ativa da vacina, podem ter maior influência na adesão do que características individuais. Esses achados reforçam o papel de estratégias institucionais, como a organização territorial do cuidado e a busca ativa, no contexto da saúde indígena. Destaca-se, portanto, a importância do fortalecimento da atenção primária e da continuidade de políticas públicas para a manutenção de altas coberturas vacinais em populações vulneráveis. |
| Abstract: | Objective: To estimate the prevalence of adherence to influenza vaccination among Indigenous individuals treated at a specialized outpatient clinic in southern Brazil; to characterize the sample according to sociodemographic, clinical, and behavioral aspects; and to assess the association between adherence and these characteristics. Methods: This was a cross-sectional study conducted with a sample of Indigenous individuals of both sexes aged 18 years or older. Data were collected through a questionnaire administered interview at the Indigenous Outpatient Clinic Pe. Elli Benincá, in Passo Fundo (RS), between April and July 2025. The sample was described according to sociodemographic characteristics (age, sex, ethnicity, marital status, education, paid employment, family income in minimum wages, and area of residence), clinical characteristics (self-perceived health and self-reported medical diagnosis of chronic diseases such as obesity, systemic arterial hypertension, diabetes mellitus, hypercholesterolemia, hypertriglyceridemia, musculoskeletal diseases, and depression), and behavioral characteristics (smoking, alcohol consumption, physical activity, continuous medication use, self-medication, and use of medicinal plants/herbal teas). Adherence to influenza vaccination was defined as the dependent variable based on questionnaire responses. Sociodemographic, clinical, and behavioral characteristics were analyzed as potential associated factors. Prevalence was estimated with a 95% confidence interval (95% CI), and its distribution according to exposure variables was assessed using Pearson’s chi-square test or Fisher’s exact test, with a significance level of 5%. Results: The sample consisted of 101 Indigenous individuals, predominantly adults (89.1%), female (73.3%), of Kaingang ethnicity (92%), with a partner (69.3%), and low educational level (≤ elementary school, 70.3%). Most participants were not formally employed (56.4%), had a monthly family income between two and three minimum wages (60.2%), and lived in rural areas (88.9%). Most reported satisfaction with their health (89.1%). Chronic conditions included obesity (26%), hypertension (41%), diabetes mellitus (17%), hypercholesterolemia (15.3%), hypertriglyceridemia (6.9%), musculoskeletal diseases (19.4%), and depression (14.3%). Regarding behavioral factors, 22.8% were smokers and 29.7% reported alcohol consumption. Most participants reported no regular physical activity (56.4%), continuous medication use (50.5%), and self-medication (47.5%), with frequent use of medicinal plants (62.4%). High confidence in vaccines was reported by 78.3%. The prevalence of vaccination adherence was 93.1% (95% CI: 88.2–98.0), significantly higher among older adults (p = 0.032). Conclusion: Influenza vaccination adherence was high, indicating substantial coverage in this population, with greater uptake among older adults. The lack of association with other variables suggests that structural and organizational factors—particularly access and active vaccine delivery—may play a more important role than individual characteristics. These findings highlight the importance of institutional strategies, such as outreach and territorially organized care, within Indigenous health services. Strengthening primary health care and maintaining public health policies are essential to sustain high vaccination coverage among vulnerable populations. |
| Keywords: | População Indígenas Vacinação Influenza Saúde indígena Imunização |
| Language: | por |
| Country: | Brasil |
| Publisher: | Universidade Federal da Fronteira Sul |
| Acronym of the institution: | UFFS |
| College, Institute or Department: | Campus Passo Fundo |
| Type of Access: | Acesso Aberto |
| URI: | https://rd.uffs.edu.br/handle/prefix/9485 |
| Issue Date: | 2026 |
| Appears in Collections: | Medicina |
Files in This Item:
| File | Description | Size | Format | |
|---|---|---|---|---|
| MARCHETTO.pdf | 1.98 MB | Adobe PDF | View/Open |
Items in DSpace are protected by copyright, with all rights reserved, unless otherwise indicated.