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https://rd.uffs.edu.br/handle/prefix/9592| Type: | Monografia |
| Title: | Alcoolismo e tabagismo em indígenas: uma perspectiva clínico-epidemiológica em ambulatório de saúde indígena do norte do Rio Grande do Sul |
| Author: | MARQUES, Maíssa Torres |
| First advisor: | Borges, Daniela Teixeira |
| metadata.dc.contributor.referee1: | Borges, Daniela Teixeira |
| metadata.dc.contributor.referee2: | Stobbe, Júlio César |
| metadata.dc.contributor.referee3: | Matos, Laura Guimarães Sandoval De |
| Resume: | Objetivo: Avaliar a prevalência do hábito do tabagismo e do consumo de bebida alcoólica na população indígena atendida no ambulatório indígena do Norte do Rio Grande do Sul, numa perspectiva clínico-epidemiológica. Métodos: Estudo transversal com análise de prontuários eletrônicos de indígenas com 20 anos ou mais, atendidos entre agosto de 2021 e junho de 2024. Foram analisadas variáveis sociodemográficas (sexo, idade, escolaridade, situação de moradia), comportamentais (tabagismo, etilismo) e clínicas (presença de doenças). As condições clínicas foram extraídas de campos estruturados com respostas tipo “sim/não” e incluíram hipertensão arterial sistêmica, diabetes mellitus tipo 2, dislipidemia, infarto agudo do miocárdio, acidente vascular encefálico, colelitíase, doença respiratórias e problemas de saúde mental. Realizou-se cálculo de frequências absolutas e relativas das variáveis, bem como da prevalência do hábito do tabagismo e do consumo de bebida alcoólica com intervalo de confiança de 95% (IC95). A relação entre o hábito do tabagismo e o consumo de bebida alcoólica e variáveis independentes foi testada pelo teste do quiquadrado (p<0,05). Resultados: Amostra de 570 participantes, sendo a maioria mulheres (59,3%), com destaque para a faixa etária de 20-59 anos (86,6%) e baixa escolaridade (71,4%). As condições de saúde mais frequentes foram o diagnóstico de hipertensão arterial (26,4%), diabetes mellitus (11,2%), dislipidemia (5,4%), histórico de infarto e de acidente vascular encefálico (2,4 e 2,3%), respectivamente. Ainda, foi observado 13% de diagnóstico de colelitíase, 1,9% de doenças respiratórias e 8,4% de problemas de saúde mental. Conclusão: A prevalência do hábito do tabagismo e do consumo de bebida alcoólica na amostra foi de 30% (IC26-33), dos quais 26,6% de tabagismo e 21,6% de consumo de bebida alcoólica. O desfecho foi mais frequente no sexo masculino (44%; p<0,001), entre os idosos (40,8%; p=0,023), sem escolaridade (48,8%; p=0,003), residentes em acampamentos ou ocupações (37,9%; p=0,005) e naqueles com diagnóstico de problemas de saúde mental (43,8%; p=0,025), apontando para a necessidade de abordagens direcionadas no cuidado à saúde indígena |
| Abstract: | Objective: To evaluate the prevalence of smoking and alcohol consumption among the indigenous population seen at the indigenous outpatient clinic in Northern Rio Grande do Sul, from a clinical-epidemiological perspective. Methods: A cross-sectional study with analysis of electronic medical records of indigenous individuals aged 20 years or older, seen between August 2021 and June 2024. Sociodemographic (sex, age, education, housing situation), behavioral (smoking, alcohol use), and clinical (presence of diseases) variables were analyzed. Clinical conditions were extracted from structured fields with "yes/no" responses and included systemic arterial hypertension, type 2 diabetes mellitus, dyslipidemia, acute myocardial infarction, stroke, cholelithiasis, respiratory diseases, and mental health problems. Absolute and relative frequencies of the variables were calculated, as well as the prevalence of smoking and alcohol consumption with a 95% confidence interval (95% CI). The relationship between smoking and alcohol consumption and independent variables was tested using the chi-square test (p<0.05). Results: The sample consisted of 570 participants, mostly women (59.3%), with a highlight on the 20-59 age group (86.6%) and low education level (71.4%). The most frequent health conditions were hypertension (26.4%), diabetes mellitus (11.2%), dyslipidemia (5.4%), and a history of myocardial infarction and stroke (2.4% and 2.3%, respectively). Furthermore, 13% had a diagnosis of cholelithiasis, 1.9% had respiratory diseases, and 8.4% had mental health problems. Conclusion: The prevalence of smoking and alcohol consumption in the sample was 30% (95% CI 26-33), with 26.6% for smoking and 21.6% for alcohol consumption. This outcome was more frequent among males (44%; p<0.001), the elderly (40.8%; p=0.023), those with no formal education (48.8%; p=0.003), residents in camps or settlements (37.9%; p=0.005), and those diagnosed with mental health problems (43.8%; p=0.025), pointing to the need for targeted approaches in indigenous health care. |
| Keywords: | Alcoolismo Tabagismo Saúde indígena |
| Language: | por |
| Country: | Brasil |
| Publisher: | Universidade Federal da Fronteira Sul |
| Acronym of the institution: | UFFS |
| College, Institute or Department: | Campus Passo Fundo |
| Type of Access: | Acesso Aberto |
| URI: | https://rd.uffs.edu.br/handle/prefix/9592 |
| Issue Date: | 2026 |
| Appears in Collections: | Residência Médica |
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