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https://rd.uffs.edu.br/handle/prefix/9644| Type: | Monografia |
| Title: | Impacto da imunoterapia neoadjuvante nos desfechos patológicos e na sobrevida de pacientes com melanoma cutâneo ressecável em estágios IIIe IV: uma revisão sistemática |
| Author: | Olivatto, Carolina Bruna Lopes Melo, Vitória Capelli de |
| First advisor: | Zanini, Daniela |
| Resume: | O melanoma cutâneo (MC) configura-se como a neoplasia maligna cutânea de maior agressividade biológica e elevada letalidade, especialmente nos estágios III e IV ressecáveis, nos quais o risco de recorrência permanece significativo, mesmo após tratamento cirúrgico. Nesse cenário, a imunoterapia baseada em inibidores de checkpoints imunológicos tem promovido avanços substanciais no manejo da doença avançada, destacando-se como alternativa terapêutica inovadora. Recentemente, a administração neoadjuvante desses agentes demonstrou potencial para induzir respostas antitumorais mais robustas, favorecendo a regressão tumoral pré-operatória e o controle sistêmico precoce da doença. O presente estudo consiste em uma revisão sistemática da literatura, conduzida conforme as diretrizes PRISMA, com o objetivo de analisar criticamente as evidências científicas acerca do impacto da imunoterapia neoadjuvante sobre os desfechos patológicos e de sobrevida em pacientes com MC ressecável em estágios III e IV. Foram incluídos 11 estudos, totalizando 1.091 pacientes submetidos a diferentes regimes terapêuticos envolvendo pembrolizumabe, nivolumabe e ipilimumabe, em monoterapia ou terapia combinada. Os achados evidenciaram taxas de até 68% para resposta patológica completa (pCR) nos esquemas combinados, e de até 73% para resposta patológica maior (MPR), sobretudo nos esquemas combinados. Além disso foram observados benefícios na sobrevida livre de recorrência (RFS) e na sobrevida livre de eventos (EFS), com EFS de até 77,3% no grupo neoadjuvante versus 55,7% no grupo adjuvante (NADINA), e sobrevida livre de metástases à distância (DMFS), quando comparados às estratégias exclusivamente adjuvantes. Embora a incidência de eventos adversos (EA) de maior gravidade tenha sido superior nos regimes combinados, o perfil de toxicidade mostrou-se clinicamente manejável. Conclui-se que a imunoterapia neoadjuvante representa uma estratégia terapêutica promissora e potencialmente capaz de redefinir o paradigma de tratamento do MC avançado ressecável, contudo, estudos adicionais são necessários para a consolidação de sua incorporação na prática clínica. |
| Abstract: | Cutaneous melanoma is the most biologically aggressive and lethal form of skin malignancy, particularly in resectable stage III and IV disease, in which the risk of recurrence remains significant even after surgical treatment. In this context, immunotherapy based on immune checkpoint inhibitors has promoted substantial advances in the management of advanced disease, emerging as an innovative therapeutic alternative. More recently, the neoadjuvant administration of these agents has demonstrated the potential to induce more robust antitumor responses, favoring preoperative tumor regression and early systemic disease control. The present study consists of a systematic review of the literature, conducted according to the PRISMA guidelines, aiming to critically analyze the scientific evidence regarding the impact of neoadjuvant immunotherapy on pathological and survival outcomes in patients with resectable stage III and IV cutaneous melanoma. A total of 11 studies were included, comprising 1,091 patients treated with different therapeutic regimens involving pembrolizumab, nivolumab, and ipilimumab, administered as monotherapy or combination therapy. The findings demonstrated expressive rates of pathological complete response, reaching up to 68% in combined regimens, and major pathological response of up to 73%, particularly in combined regimens, in addition to consistent benefits in recurrence-free survival, event-free survival, with EFS of up to 77.3% in the neoadjuvant group versus 55.7% in the adjuvant group (NADINA), and distant metastasis-free survival when compared with exclusively adjuvant strategies. Although the incidence of severe adverse events was higher in combination regimens, the toxicity profile proved to be clinically manageable. It is concluded that neoadjuvant immunotherapy represents a promising therapeutic strategy with the potential to redefine the treatment paradigm for advanced resectable cutaneous melanoma, although additional studies are still required to consolidate its incorporation into clinical practice. |
| Keywords: | Oncologia Imunoterapia Melanoma |
| Language: | por |
| Country: | Brasil |
| Publisher: | Universidade Federal da Fronteira Sul |
| Acronym of the institution: | UFFS |
| College, Institute or Department: | Campus Chapecó |
| Type of Access: | Acesso Embargado |
| URI: | https://rd.uffs.edu.br/handle/prefix/9644 |
| Issue Date: | 2026 |
| Appears in Collections: | Medicina |
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