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Type: Monografia
Title: O fenômeno do suicídio na população indígena do Brasil a partir de indicadores epidemiológicos
Author: Rodrigues, Taynã Vieira
First advisor: Danna, Patrycia Chedid
metadata.dc.contributor.advisor-co1: Pulga, Vanderléia Laodete
metadata.dc.contributor.referee1: Danna, Patrycia Chedid
metadata.dc.contributor.referee2: Farias, Vanderlei de Oliveira
metadata.dc.contributor.referee3: Lopes, Bruna Chaves
Resume: Introdução: O suicídio, entendido como ato intencional de retirar a própria vida, representa um grave problema de saúde pública e um desafio crescente entre os povos indígenas no Brasil. Apesar da relevância epidemiológica e social, os registros sobre esse fenômeno ainda são subnotificados, o que compromete a compreensão de sua magnitude e a formulação de políticas de prevenção adequadas a essa população. Objetivos: Analisar o perfil epidemiológico do suicídio na população indígena brasileira, por Unidade Federativa, no período de 2014 a 2023, considerando características sociodemográficas, métodos utilizados e distribuição espacial. Métodos: Trata-se de um estudo observacional, ecológico, descritivo, com abordagem quantitativa. Os dados de mortalidade por suicídio (CID-10: X60–X84) foram obtidos no Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM/DATASUS), enquanto os denominadores populacionais da população indígena foram obtidos junto ao IBGE. Foram calculadas as taxas brutas de mortalidade por 100 mil habitantes, estratificadas por sexo, idade, escolaridade, estado civil, método utilizado e Unidade Federativa. Resultados: As maiores taxas de mortalidade por suicídio entre indígenas foram observadas nos estados de Mato Grosso do Sul e Amazonas, seguidos por Roraima. A maioria das vítimas era do sexo masculino (74,84%), com idade menor ou igual 19 anos (39,92%), com escolaridade de 4-7 anos (28,13%). O método predominante foi o enforcamento, estrangulamento ou sufocação (CID-10: X70), correspondendo a mais de dois terços dos registros, seguido por intoxicação e uso de armas de fogo. Observou-se tendência de aumento das taxas em todo o país, com crescimento de 58% no número de mortes entre 2014 e 2023. Conclusão: O suicídio na população indígena brasileira manteve-se elevado ao longo do período estudado, com concentração em estados específicos, revelando um padrão de vulnerabilidade que difere da população geral. Esses achados reforçam a necessidade de políticas públicas direcionadas, sensíveis aos contextos históricos, culturais e territoriais dos povos indígenas.
Abstract: Background: Suicide, understood as an intentional act of self-destruction, represents a serious public health problem and a growing challenge among Indigenous peoples in Brazil. Despite its epidemiological and social relevance, records on this phenomenon remain underreported, compromising the understanding of its magnitude and the development of effective prevention policies tailored to this population Objective: To analyze the epidemiological profile of suicide among the Brazilian Indigenous population, by Federative Unit, from 2014 to 2023, considering sociodemographic characteristics, methods used, and spatial distribution. Methods: This was an observational, ecological, and descriptive study with a quantitative approach. Mortality data on suicide (ICD-10 codes X60–X84) were obtained from the Mortality Information System (SIM/DATASUS), and Indigenous population denominators were retrieved from the Brazilian Institute of Geography and Statistics (IBGE). Crude suicide mortality rates per 100,000 inhabitants were calculated and stratified by sex, age, education, marital status, method used, and Federative Unit. Results: The highest suicide mortality rates among Indigenous peoples were observed in the states of Mato Grosso do Sul and Amazonas, followed by Roraima. Most victims were male (74.84%), aged 19 years or younger (39.92%), and had 4–7 years of schooling (28.13%). Hanging, strangulation, or suffocation (ICD-10: X70) was the predominant method, accounting for more than two-thirds of deaths, followed by poisoning and firearm use. A national upward trend was observed, with a 58% increase in the number of deaths between 2014 and 2023. Conclusion: Suicide among Brazil’s Indigenous population remained high throughout the study period, with concentration in specific states, revealing a vulnerability pattern distinct from that of the general population. These findings underscore the need for targeted public policies that are sensitive to the historical, cultural, and territorial contexts of Indigenous peoples.
Keywords: Indígenas
Saúde mental
Suicídio
Epidemiologia
Language: por
Country: Brasil
Publisher: Universidade Federal da Fronteira Sul
Acronym of the institution: UFFS
College, Institute or Department: Campus Passo Fundo
Type of Access: Acesso Aberto
URI: https://rd.uffs.edu.br/handle/prefix/9145
Issue Date: 2026
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