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https://rd.uffs.edu.br/handle/prefix/9159| Tipo: | Monografia |
| Título: | Impacto da adição de probióticos no tratamento antidepressivo em pacientes com depressão maior: uma revisão sistemática de ensaios clínicos randomizados |
| Autor(es): | Sur, Mateus |
| Primeiro Orientador: | Danna, Patrycia Chedid |
| Primeiro coorientador: | Rabello, Renata dos Santos |
| Primeiro membro da banca: | Danna, Patrycia Chedid |
| Segundo membro da banca: | Riffel , Rogério Tomasi |
| Terceiro membro da banca: | Mocelin, Ricieri Naue |
| Resumo: | Introdução: A depressão maior é uma condição crônica prevalente, com altas taxas de não resposta ao tratamento inicial. Evidências sugerem que a modulação da microbiota intestinal por probióticos pode complementar o tratamento antidepressivo. Objetivo: Avaliar se a adição de probióticos ao uso estável (sem troca ou ajuste de dose nas quatro semanas anteriores ou durante o período da intervenção) de antidepressivos reduz os sintomas depressivos em adultos com transtorno depressivo maior, em comparação com placebo (grupo apenas com antidepressivo). Métodos: Foram incluídos ensaios clínicos randomizados, duplo-cegos, com grupo controle, publicados a partir de janeiro de 2010, que compararam probióticos a placebo em adultos (≥18 anos) diagnosticados por critérios do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM) ou Classificação Internacional de Doenças (CID), em uso estável de antidepressivos. Os desfechos primários envolveram medidas quantitativas de sintomas depressivos (ex.: HAMD-17, BDI, MADRS, PHQ-9). A busca (até 01/05/2025) abrangeu PubMed, Scopus e PsycInfo. Dois revisores independentes realizaram triagem e extração de dados. O risco de viés foi avaliado com a ferramenta RoB 2.0. Devido à heterogeneidade, não foi realizada meta-análise; a síntese foi narrativa. A revisão foi registrada no PROSPERO (CRD420251018748) e não recebeu financiamento externo. Resultados: Seis ensaios clínicos randomizados foram incluídos (n = 414 participantes; 208 no grupo probiótico + antidepressivo vs 206 placebo + antidepressivo). A maioria dos ECRs (5 de 6) demonstrou Hedges’ g negativos, sugerindo tendência de melhora dos sintomas com o uso de probióticos. Apesar disso, em alguns estudos os intervalos de confiança cruzaram o zero, não confirmando significância estatística. Em protocolos multicepa por ≥8 semanas, a direção do efeito foi consistente (benefício maior que em protocolos mais curtos/monocepa). Eventos adversos foram leves e não houve efeitos adversos graves. Devido a amostras pequenas e heterogeneidade, a certeza global é muito baixa. Conclusão: A adição de probióticos ao tratamento antidepressivo sugere um possível benefício clínico adicional na depressão maior, especialmente com multicepas e intervenções ≥8 semanas. Entretanto, a certeza da evidência é muito baixa (GRADE) devido a risco de viés, amostras pequenas, imprecisão e inconsistência entre estudos. Não é possível recomendar o uso rotineiro; são necessários ECRs maiores e padronizados |
| Palavras-chave: | Depressão Probióticos Antidepressivos Revisão sistemática |
| Idioma: | por |
| País: | Brasil |
| Instituição: | Universidade Federal da Fronteira Sul |
| Sigla da Instituição: | UFFS |
| Faculdade, Instituto ou Departamento: | Campus Passo Fundo |
| Tipo de Acesso: | Acesso Aberto |
| URI: | https://rd.uffs.edu.br/handle/prefix/9159 |
| Data do documento: | 2026 |
| Aparece nas coleções: | Medicina |
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| Arquivo | Descrição | Tamanho | Formato | |
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