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Tipo: Monografia
Título: Impacto da adição de probióticos no tratamento antidepressivo em pacientes com depressão maior: uma revisão sistemática de ensaios clínicos randomizados
Autor(es): Sur, Mateus
Primeiro Orientador: Danna, Patrycia Chedid
Primeiro coorientador: Rabello, Renata dos Santos
Primeiro membro da banca: Danna, Patrycia Chedid
Segundo membro da banca: Riffel , Rogério Tomasi
Terceiro membro da banca: Mocelin, Ricieri Naue
Resumo: Introdução: A depressão maior é uma condição crônica prevalente, com altas taxas de não resposta ao tratamento inicial. Evidências sugerem que a modulação da microbiota intestinal por probióticos pode complementar o tratamento antidepressivo. Objetivo: Avaliar se a adição de probióticos ao uso estável (sem troca ou ajuste de dose nas quatro semanas anteriores ou durante o período da intervenção) de antidepressivos reduz os sintomas depressivos em adultos com transtorno depressivo maior, em comparação com placebo (grupo apenas com antidepressivo). Métodos: Foram incluídos ensaios clínicos randomizados, duplo-cegos, com grupo controle, publicados a partir de janeiro de 2010, que compararam probióticos a placebo em adultos (≥18 anos) diagnosticados por critérios do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM) ou Classificação Internacional de Doenças (CID), em uso estável de antidepressivos. Os desfechos primários envolveram medidas quantitativas de sintomas depressivos (ex.: HAMD-17, BDI, MADRS, PHQ-9). A busca (até 01/05/2025) abrangeu PubMed, Scopus e PsycInfo. Dois revisores independentes realizaram triagem e extração de dados. O risco de viés foi avaliado com a ferramenta RoB 2.0. Devido à heterogeneidade, não foi realizada meta-análise; a síntese foi narrativa. A revisão foi registrada no PROSPERO (CRD420251018748) e não recebeu financiamento externo. Resultados: Seis ensaios clínicos randomizados foram incluídos (n = 414 participantes; 208 no grupo probiótico + antidepressivo vs 206 placebo + antidepressivo). A maioria dos ECRs (5 de 6) demonstrou Hedges’ g negativos, sugerindo tendência de melhora dos sintomas com o uso de probióticos. Apesar disso, em alguns estudos os intervalos de confiança cruzaram o zero, não confirmando significância estatística. Em protocolos multicepa por ≥8 semanas, a direção do efeito foi consistente (benefício maior que em protocolos mais curtos/monocepa). Eventos adversos foram leves e não houve efeitos adversos graves. Devido a amostras pequenas e heterogeneidade, a certeza global é muito baixa. Conclusão: A adição de probióticos ao tratamento antidepressivo sugere um possível benefício clínico adicional na depressão maior, especialmente com multicepas e intervenções ≥8 semanas. Entretanto, a certeza da evidência é muito baixa (GRADE) devido a risco de viés, amostras pequenas, imprecisão e inconsistência entre estudos. Não é possível recomendar o uso rotineiro; são necessários ECRs maiores e padronizados
Palavras-chave: Depressão
Probióticos
Antidepressivos
Revisão sistemática
Idioma: por
País: Brasil
Instituição: Universidade Federal da Fronteira Sul
Sigla da Instituição: UFFS
Faculdade, Instituto ou Departamento: Campus Passo Fundo
Tipo de Acesso: Acesso Aberto
URI: https://rd.uffs.edu.br/handle/prefix/9159
Data do documento: 2026
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